Gestão de Energia

Energia crítica: quando não se pode garantir a disponibilidade de energia

A eletricidade pode ser algo muito complicado quando se trata de alimentar equipamentos sensíveis ou em situações em que é fundamental que a energia esteja sempre disponível. Não é incomum a ocorrência de problemas como resultado de variações na frequência e tensão de energia.

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Embora essas variações possam não ser perceptíveis na maioria das situações, em alguns casos elas podem ser críticas e até mesmo fatais. No meu trabalho percebi que praticamente toda a indústria tem pelo menos algumas aplicações que exigem energia crítica. Neste artigo, vou destacar apenas alguns exemplos para ilustrar o tema.

Antes de continuar, gostaria de explicar um pouco sobre o que quero dizer com energia crítica. A ideia por trás dela tem duas vertentes. Primeiramente, a ideia é simplesmente garantir sempre a disponibilidade de energia. A maioria das empresas tem um plano de energia de reserva para a infraestrutura crítica, seja por meio da rede elétrica, de um gerador ou ambos. Mas sempre há um curto intervalo de tempo entre a queda de energia da rede elétrica e a inicialização do sistema de energia de reserva. A energia crítica envolve o uso de nobreaks para fornecer energia para equipamentos críticos até que a energia de reserva entre em operação. Em segundo lugar, o nobreak também assegura energia “limpa”, ou seja, livre dos tipos de oscilações que podem danificar equipamentos sensíveis.

E os equipamentos sensíveis atualmente estão por todos os lados – até mesmo no cinema. Trabalhamos com um integrador de sistemas na América Latina, a Bardan Cinema, que realiza diversos trabalhos para salas de cinema.

Os cinemas atuais são muito diferentes até mesmo daqueles de poucos anos atrás, quando os grandes estúdios de Hollywood forneciam incentivos para que eles migrassem para equipamentos de projeção digital. Estes equipamentos têm requisitos rigorosos de qualidade e monitoramento da energia.

Isso é um desafio em muitas áreas da América Latina, que são suscetíveis a flutuações de energia. Uma vez que você vê uma falha ou duas, tem um argumento muito forte no lado financeiro.

Os hospitais são outro exemplo de onde a energia segura é crítica. Eles estão repletos de equipamentos caros que têm requisitos de energia muito rigorosos, tais como equipamentos de tomografia computadorizada e aparelhos de ressonância magnética. Mesmo as luzes nas salas de cirurgia devem ter energia confiável.

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Um hospital em Honduras, adquiriu recentemente uma máquina de tomografia computadorizada e descobriu os tipos de requisitos de energia necessários. Além de proteger seus componentes eletrônicos delicados, a máquina também tinha sistemas de refrigeração que exigiam proteção de energia 24×7 e bombas de vácuo que levariam 24 horas para serem reinicializadas em caso de uma queda de energia.

Esse tipo de tempo de inatividade é simplesmente inaceitável no ambiente hospitalar, especialmente aquele no qual as pessoas podem estar viajando por mais de 24 horas, provenientes de áreas rurais, para receber tratamento.

Outro exemplo envolve algo que, à primeira vista, pode parecer fora do comum: cassinos. Embora não seja uma situação de vida ou morte se um cassino ficar sem energia, isso pode significar uma grande perda de receitas. Se um conjunto de máquinas caça-níqueis parar de funcionar repentinamente, qualquer cassino poderá dizer quanto isso custará por hora – uma importância que valerá muito à pena investir em proteção de energia segura.

Eu poderia continuar com muitos outros exemplos em setores como alimentos e bebidas, que devem proteger as máquinas que enchem os recipientes contra paralisações, que poderiam causar reinicializações de sistemas dispendiosas ou qualquer ambiente industrial que não pode tolerar flutuações de energia.

Nestas e outras indústrias, você não pode contar com a certeza de disponibilidade de energia se não tiver um sistema de Energia Segura.


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