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MIT e Schneider: Desafios e tendências para o setor elétrico

No dia 15 de agosto a Schneider Electric participou do evento “Energias Sustentáveis”, organizado pela CERTI* e MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Florianópolis, Santa Cararina para discutir os principais desafios e tendências para o setor elétrico.

Um dos temas discutidos foi o desafio de redes inteligentes no Brasil. O processo de smart grid no mundo não é homogêneo e cada país tem suas necessidades e suas limitações. O que dá para afirmar é que esse é um processo mundial, que teve avanços nos últimos anos e não tem volta. Segundo a International Energy Agency, a adição de energias renováveis em 2016 no mundo foi maior que a adição de energias convencionais e, segundo o International Renewable Energy Agency (IRENA), em 2015 foram gerados no mundo mais empregos relacionados a energias renováveis do que em energias convencionais (óleo, gás e carvão).

No Brasil estamos consolidando o ciclo Eólico com leilões recorrentes dessa fonte e estamos iniciando o ciclo Solar. As transmissoras já possuem alto conteúdo tecnológico e nosso parque hidráulico inicia um grande ciclo de renovação à medida que se renovam as concessões. Quando analisamos as distribuidoras, essas ainda apresentam um grande potencial para aplicação de novas tecnologias de redes inteligentes.

Quando vemos que México, Argentina, Peru, Equador, Costa Rica e Colômbia já utilizam nossas tecnologias de ADMS – Advanced Distribution Management System e no Brasil ainda não há uma distribuidora que utiliza essa e outras tecnologias inteligentes, percebemos que ainda temos um longo caminho a percorrer.

Soluções como resposta à demanda e microgrids podem ser alternativas mais rápidas e econômicas para a retomada da economia, uma vez que a expansão de oferta de energia tomaria mais tempo, pois exige investimentos em energia nova (construção de novas usinas) e expansão da rede (construção de linhas e subestações).

O futuro nos apresenta uma rede elétrica em 3D: A rede será mais descarbonizada com a inserção de um volume substancial de energia renovável, mais volátil e complexa. Ao mesmo tempo ela será mais distribuída, visto que boa parte da energia renovável será inserida nas redes de distribuição e espalhada por todo o país. Ela também será mais digitalizada, com sensores inteligentes, medidores inteligentes, resposta à demanda, inteligência em nuvem, etc. É essencial, portanto, formarmos uma visão coerente de futuro e a partir daí esboçar o modelo regulatório que precisaremos ter.

 

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