Gestão de Máquina e Processos

Botões sem fim, muito longe de dizer adeus!

Com o avanço da tecnologia vivenciamos a evolução dos celulares, televisores e computadores, todos com telas resistentes, multi-touch, mais brilhantes, com sensibilidade a pressão, telas curvas, mais nítidas e com custos que ficam menores ano após ano.

Homem apertando botão

O avanço das telas foi notado também em outro mercado, muito diferente do varejo, que assim como os smartphones necessitam de uma interface entre o celular e o usuário. Trata-se do mercado de automação industrial. Muitos imaginaram e afirmaram que estaríamos vivendo o fim da era dos botões no mercado industrial.

Homem com mais botões

Se pensássemos pela lógica dos smartphones, poderíamos projetar em curto prazo o fim dos botões, sinalizadores, comutadores e dos alarmes sonoros e visuais que hoje são aplicados em máquinas, processos industriais e painéis elétricos. Dessa forma, seria fácil distinguir os que defendem o uso dos botões – como os apoiadores da Blackberry quando optou por seu teclado prático – e os que defendem as IHMs (telas com a mesma função dos celulares), como a interface entre os usuários e a máquina – assim como os apoiadores da Apple, quando ela lançou o Iphone sem nenhum teclado físico.

Podemos então, traçar um paralelo entre as indústrias citadas acima. As IHMs avançaram muito nos últimos anos, com telas multi-touch, grau de proteção maior, mais definição e nitidez, recursos avançados e maior velocidade, e é claro, com custos menores.

Painel de controle

Poderíamos supor que vivenciaremos o fim dos botões com o avanço das IHMs?

Que as vendas de botões devem cair? Que não seria mais necessário ter botões no painel, sinalizadores e que tudo seria resolvido pela IHM ?

Hoje, o que podemos afirmar é que este mercado é bem diferente do mercado de celulares e, apesar do avanço da tecnologia e do aumento da comercialização de IHMs , o mercado de botões continua crescendo. Isso ocorre porque ainda hoje todos os painéis precisam atender as normas vigentes no que diz respeito aos botões de emergência. E além disso, acionar um botão ainda é a maneira mais fácil e rápida de parar um processo, sem a necessidade de navegação em telas, desbloqueio da aplicação ou até a mesmo a retirada da luva por parte do operador.

A facilidade de usar, a velocidade no tempo de resposta, a simplicidade ao lidar com os dados analógicos como os potenciômetros (mesmo ao toque de luvas e outras ferramentas), a memória tátil para processos em que o operador precisa observar o que está acontecendo e com a mão operar a máquina, a resistência aos ambientes com temperaturas muito altas ou muito baixas e intempéries como maresia, ácidos, alta vida mecânica etc, são pontos extremamente relevantes que nos levam a continuar com a utilização dos botões. E assim como as IHMs, eles também apresentam novas tecnologias como: botões sem fio e sem bateria, biométricos e botões em rede.

As IHMs são essenciais para diagnósticos, relatórios, receitas e análises. Os botões não podem e não devem ser vistos como os celulares ultrapassados. Pelo contrário, com seus avanços tecnológicos, hoje seguem a trilha dos smartphones, pois são intuitivos, simples e fáceis de operar. Como diria Steve Jobs, “simplicidade é a última sofisticação”.

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